22 de abril de 2010

Preconceito sobre romances de banca


Por que tanto preconceito com os romances de banca?
Muitos acreditam que os romances do tipo harlequin e sabrina são meramente destinados a pessoas com pouca bagagem cultural, àquelas mulheres das classes mais baixas ou, ainda, àquelas que vivem em uma realidade paralela.
Ledo engano!
Esses tais romances água com açúcar são lidos por cententas de milhares de mulheres e, inclusive, por homens.
Ler um romance é viajar para um mundo novo.
Quando lemos um romance contemporâneo viajamos para países europeus com homens fortes e decididos, amantes passionais que fazem suas companheiras vibrarem ao seu menor toque. Homens que permeiam, podem estar certos, o imaginário de muita mulher moderna e independente.
Nos romances clássicos, o empenho das autoras em descrever os lugares e costumes transporta-nos para os séculos passados. Onde grandes batalhas eram travadas pela obtenção do poder máximo e para histórias repletas de suspense onde o herói e a heroína são o foco central.
Esses romances nos levam para outro tempo longe da violência e do caos da vida moderna.
É claro que ao fecharmos as páginas de um livro voltamos para a nossa realidade. Não é possível fugir dela e nem se isolar em um mundo de fantasia.
A fantasia é necessária.
É a partir dos sonhos que se alcança o objetivo.
Newton tentou duas mil vezes até conseguir o filamento de carbono para a lampada elétrica.
Henri Ford construiu seu primeiro automóvel a partir de um sonho que teve durante uma noite de sono.
Então, por que ignorar e fazer parecer tão baixo e pouco louvável o fato de ser romances de banca?
Os livros em sua maioria tem seu valor a partir R$20,00 em média. O romance vendido em banca de jornal custa a partir de R$8,50. É uma forma da mulher de renda mais baixa poder estar perto da leitura e com ela aprender e melhorar seu vocabulário.
A leitura é a forma mais simples de cultura e entretenimento.
Um livro afasta uma jovem de ir pra rua e encontrar um sujeito sinistro que poderá engravidá-la e largá-la com um filho na barriga.
Há que se levar em consideração que toda forma de cultura deve ser válida. Ainda, que sejam os mal-fadados livros de banca, os tais romances cor-de-rosa que, segundo intelectuais de botequim, desoneram a mentalidade feminina.
É como se todas as mulheres fossem seres sem personalidade.
Somos apenas mais sensíveis e perceptivas, o que não quer dizer alienadas!
Chega de preconceito!
Vivemos em um país onde tudo é motivo de xacota: o gordo, o magro, aquele que usa óculos, o negro, que tem cabelo cacheado, cabelo liso demais, pernas retas, pernas tortas, enfim, um sem número de preconceitos que atingem todos os tipos de pessoas e nada agregam para quem o possui.
Leitura é vida e ler é viver.








4 comentários:

Leu disse...

olá amei, seu post, concordo com vc, tbm sou fã de romances de banca.

Amei seu blog, tbm mto lindo bjs

Morgana Oss Argenta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Morgana Oss Argenta disse...

Concordo plenamente com você.
Sou estudante de Direito e em meio aos livros técnicos e filosóficos estão misturados os romances de banca.
Inclusive eu os compro nas Lojas de Livros Usados, pq com 10 reais pode-se comprar de de até 10 livros, variante o tamanho e o preço.
Livros são cultura. Ler é cultura.
Apoio as mulheres que são INTELIGENTES e MODERNAS mas que não abandonam os bons romances.

Abraços a todas.

Anônimo disse...

Concordo plenamente com você.
amei o post.